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"Chuva Brava" | Manuel Lopes

01 a 29 Fev '20

"Chuva Brava" | Manuel Lopes

Mané Quim, jovem camponês da Ilha de Santo Antão, vive confrontado com um dilema - aceitar o convite do padrinho e emigrara para a Amazónia, onde o espera uma terra rica, abundante em água e de colheitas fáceis e fartas, ou ficar, com a velha mãe, labutando nas ressequidas courelas, sonhando com a água que lhes dê vida.
Chuva Braba conta a história de Mané Quim dando-nos um retrato veemente desse extraordinário povo que habita Cabo Verde, com a sua doçura, a sua pureza, o seu estoicismo, o seu apego à terra, no quadro grandioso da paisagem de Santo Antão.
Sobre Chuva Braba escreveu Vitorino Nemésio: "uma pequena obra-prima da novelística islenha".

Manuel Lopes é um dos nomes mais destacados da história literária de Cabo Verde.
Nasceu em São Vicente em 1907. Ainda criança e após terminada a instrução primária, prosseguiu os seus estudos em Coimbra. Em 1923 estava de novo em Cabo Verde. Publicou os seus primeiros trabalhos literários no Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro. Colaborou nos jornais Notícias de Cabo Verde e Ressurgimento.
Em 1936 fez parte do grupo de escritores que fundou a revista Cleridade, com a qual nasceu o primeiro movimento literário cabo-verdiano.
Poeta e ansaísta, notabilizou-se, contudo, pelas suas obras de ficção de que se destacam Chuva Braba (1956, Prémio Fernão Mendes Pinto), O Galo Cantou na Baía (1959, Prémio Fernão Mendes Pinto), e Os Flagelasos do Vento Leste (1960, Prémio Meio Milénio do Achamento de Cabo Verde).

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